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A Revista TH
enumera as diversas variações da hepatite, suas
formas de transmissão, sintomas e prevenção.
HEPATITE A
O
vírus da hepatite A (HAV) é encontrado nas secreções
do trato gastrintestinal de uma pessoa. As secreções
intestinais e as fezes podem contaminar a água, o
alimento e os objetos.
TRANSMISSÃO – Contato com
água e alimento contaminado. Pode ser transmitido
através do contato direto pessoa a pessoa, ou
indiretamente, através de objetos contaminados como
talheres, copos e pratos.
SINTOMAS
– De maneira geral, os pacientes apresentam um
quadro semelhante a uma gripe acompanhada de
náuseas, intolerância a alimentos gordurosos,
vômitos e uma ligeira dor situada no lado direito da
barriga logo abaixo das costelas. Às vezes, os
pacientes podem apresentar uma urina de coloração
escura acompanhada de pele ou mucosa amareladas.
Casos graves dessa doença não são tão freqüentes.
Cura espontaneamente. Não evolui para cirrose e cura
totalmente.
PREVENÇÃO
– Existe vacina, porém a melhoria das condições de
saneamento básico e programas de educação voltados à
higiene pessoal são extremamente eficazes.
HEPATITE B
O
vírus da hepatite B (HBV) pode ser encontrado no
sangue, saliva, sêmen, secreção vaginal, fluxo
menstrual, urina e no leite materno. A transmissão
do HBV ocorre quando o sangue ou fluidos orgânicos
contaminados pelo vírus penetram na corrente
sanguínea, em geral, através de injeção ou
ferimentos.
TRANSMISSÃO – De mãe para
filho no momento do nascimento; contato sexual;
contato com sangue contaminado: compartilhamento de
seringas ou agulhas ou ferimentos; transplante de
órgão ou tecidos.
SINTOMAS
– Formas mais leves: passa despercebida ou causa
apenas um estado semelhante ao de um resfriado; nas
formas mais graves apresenta febre, mal-estar e após
duas a três semanas pode surgir uma urina escura,
fezes esbranquiçadas e amarelão. Na recuperação:
sintomas desaparecem, pode sentir mal-estar e fadiga
por algumas semanas.
PREVENÇÃO
– Vacina
HEPATITE C
A
principal via de transmissão do HCV (vírus da
hepatite C) é através do contato com sangue e
secreções contaminadas pelo vírus. Foi descoberto em
1989 e em 1992 começaram a testar todas as bolsas de
sangue.
TRANSMISSÃO – Transfusão
de sangue e derivados antes de 1993 (a partir de
1993, o sangue passou a ser testado e o risco é
desprezível, garantindo a segurança em receber
sangue e derivados nos dias de hoje); hemodiálise
(pelo compartilhamento de materiais contaminados);
uso de drogas intravenosas (compartilhamento de
seringas e agulhas); manipulação de material
contaminado por profissionais de saúde; cortes e
ferimentos expostos; gestação ou parto (rara) e
relação sexual (rara).
SINTOMAS
– Como age silenciosamente, a doença raramente
provoca sintomas. Sem dar sinais, evolui para
quadros graves, como cirrose ou câncer, sem que o
paciente perceba o risco que ela representa para sua
saúde.
PREVENÇÃO
– Não existe vacina.
HEPATITE D
O
vírus da hepatite D (HDV) não sobrevive sem o vírus
da hepatite B. Ou seja, uma pessoa tem que ter a
hepatite B para ter uma doença causada pelo HDV.
TRANSMISSÃO – Através de
relação sexual sem proteção e do contato com sangue
contaminado.
SINTOMAS
– Geralmente os sintomas são semelhantes em relação
às outras formas de hepatite, porém existem casos
graves da doença que podem gerar falência aguda do
fígado. Também pode evoluir para cirrose hepática.
PREVENÇÃO
– Vacinar contra a hepatite B previne a hepatite D.
HEPATITE E
É
muito semelhante ao vírus da hepatite A. O vírus da
hepatite E (HEV) é encontrado nas secreções do trato
gastrintestinal de uma pessoa. As secreções
intestinais e as fezes podem contaminar a água, o
alimento e os objetos.
TRANSMISSÃO – Contato com
água e alimento contaminado. Pode ser transmitido
através do contato direto pessoa a pessoa ou
indiretamente, através de objetos contaminados como
talheres, copos e pratos.
SINTOMAS
– De maneira geral, os pacientes apresentam um
quadro semelhante a uma gripe acompanhado de
náuseas, intolerância a alimentos gordurosos,
vômitos e uma ligeira dor situada no lado direito da
barriga logo abaixo das costelas. Às vezes, os
pacientes podem apresentar uma urina de coloração
escura acompanhada de pele ou mucosa amareladas.
Casos graves dessa doença não são tão freqüentes.
Cura espontaneamente. Não evolui para cirrose.
PREVENÇÃO
– Não existe vacina, porém a melhoria das condições
de saneamento básico e programas de educação
voltados à higiene pessoal são extremamente
eficazes.
HEPATITE
MEDICAMENTOSA
Também é conhecida como hepatite induzida por
drogas. Alguns medicamentos podem causar inflamação
das células do fígado. Esta inflamação está
relacionada com características do próprio remédio
ou com super dosagens de determinadas substâncias.
TRANSMISSÃO – Não é uma
doença transmissível.
SINTOMAS
– Podem variar desde um ligeiro mal-estar ou dor do
lado direito da barriga até quadros de falência
aguda grave do fígado, sendo necessário o
transplante hepático.
PREVENÇÃO
– Sempre tomar remédios nas doses prescritas pelo
médico, não aumentar a dosagem por conta própria e
nunca tomar qualquer medicamento sem orientação
médica. Lembrar que algumas substâncias que causam
esse tipo de hepatite são alguns pesticidas ou
agrotóxicos. Por isso, estas drogas devem ser sempre
aplicadas com o uso de equipamento de proteção
individual adequado e sob orientação.
Fonte -
Grupo Otimismo |