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Prédio da Federação Paulista de Futebol, em
São
Paulo: disputa milionária pelo futebol |
Enquanto
campeonatos de vôlei e basquete sofrem para
conseguir um espaço nas transmissões da TV por
assinatura, as emissoras brigam entre si para
garantir os melhores contratos para transmissão do
futebol.
No final do ano passado, Globo e Record,
por exemplo, trocaram farpas e ofereceram contratos
milionários para transmitir o Campeonato Paulista. |
A
Record chegou a dobrar a proposta da Globo,
oferecendo mais de R$ 70 milhões e queria transmitir
os jogos às 20h30, mas a parceria entre a Federação
Paulista de Futebol e a líder de audiência foi
mantida.
Segundo pesquisa da Top Sports, o esporte movimenta
R$ 1 trilhão no mundo. No Brasil, de acordo com
estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), são R$ 31
bilhões movimentados ao esporte – o equivalente a 7%
do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Já nos
EUA, são US$ 613 bilhões. Além disso, já existe por
lá o Produto Nacional Bruto do Esporte (PNBE). No
Brasil, a maioria dos investimentos vai para o
futebol, seguido pelo vôlei e basquete.
Para Erich Beting, o futebol é um bom produto e não
precisa ter apelo para os anunciantes. “O futebol,
queira ou não, é visto pela maioria da população.
Logo, atinge todas as classes sociais. Outros
esportes não conseguem ter tanta penetração no
mercado e ficam à margem disso, especialmente no que
diz respeito à verba publicitária. Para a TV pagar
pela transmissão, precisa ter quem pague a conta
para ela. E são raros os outros esportes que
conseguem atrair tanta atenção do público de uma
maneira tão maciça quanto o futebol”, avalia. “O
caminho para se resolver isso é ter um esporte de
alto nível e que tenha boas competições. Além disso,
a parceria com uma empresa de mídia é fantástica. O
seu ganho não sairá da venda da transmissão, mas do
aumento no valor da cota de patrocínio, já que o
evento dará ao patrocinador a garantia de que a
marca dele sairá na mídia”, completa.
De acordo com Edu César, as expectativas para
transmissão dos esportes amadores nas TVs abertas
estão cada vez menores. “Vou parecer até chato e
repetitivo na resposta, mas é que não posso dizer
outra coisa que fuja ao sentimento real que tenho a
respeito disso: não tem como resolver isso. Tendo os
responsáveis pelo esporte das nossas TVs abertas a
mentalidade 100% futebolística que possuem, por mais
que somente uma rede – a Globo – detenha o grosso
dos campeonatos nacionais de futebol. Recentemente,
li que o Walter Zagari, do comercial da Record,
disse que investimentos da emissora seriam feitos só
no futebol, e não em outras modalidades. Dá mesmo
pra esperar mudanças, com gente com essa
mentalidade? Já joguei a toalha”, enfatiza. |