
O canal Sony também está seguindo a tendência de antecipar os retornos de algumas de suas séries. As queridas “Grey’s Anatomy” e “Desperate Housewives” já estão de volta à programação do canal nesta semana. Anteriormente, a emissora sempre estreava as novas safras destas séries em fevereiro. Tal qual o personagem de Tom Cruise em “Vanilla Sky”, gostava de “adiar o prazer”.
“Grey’s” voltou na última segunda com muitas novidades. Num episódio especial, mostrou os desdobramentos da morte de George O’Malley e já deixou claro que os dramas continuarão. A temporada promete focar mais nos coadjuvantes, pois já é sabido que Ellen Pompeo, a Meredith, acaba de ter um filho; e Katherine Heigl, a Izzie, se afastou por algumas semanas para atuar num longa metragem. Gostei de saber que Miranda voltará a ser aquela personagem forte e dura novamente. Chandra Wilson sabe como fazer!
Já “Desperate Housewives” volta na noite desta quarta-feira. A dramédia de Marc Cherry continua sendo uma das melhores produções da TV americana, mesmo depois de cinco temporadas. Neste sexto ano, a promessa é de muitas cenas engraçadíssimas do quarteto mais querido de Wisteria Lane e mais mistério. “Desperate” continua com seu jeitão de novela e sabe como poucas unir elementos tão distintos num mesmo show.
Tive a oportunidade de assistir ao primeiro episódio deste novo ano e gostei do que vi. Para quem ainda não sabe, não sou eu quem vai revelar aqui quem, afinal, se casa com Mike Delfino. Fiquem tranquilos e continuem a leitura. Será um desdobramento que renderá mais situações cômicas entre Susan e Katherine, não tenham dúvidas. Além disso, Gabrielle continuará passando maus bocados com a sobrinha inconsequente de Carlos. Estaria ela pagando por seus pecados? E Lynette, como sempre, continua sendo a mais sofrida: o marido voltou a estudar e ela está grávida novamente. Destaque para a cena em que ela conversa com uma jovem grávida na sala de espera do obstetra: simplesmente hilária!
Duas coisas me incomodam na nova fase de “Desperate Housewives”: os rumos de Bree, que estão deixando a ótima personagem de Marcia Cross muito chata; e o mistério da vez. Claro que Wisteria Lane sem vizinhos bizarros não é Wisteria Lane, mas aqui se corre o risco de repetir o mesmo erro da segunda temporada: deixar a trama de mistério longe demais das tramas das protagonistas. No terceiro ano, por exemplo, o mistério de Orson estava diretamente relacionado à Bree; no quarto, Katherine era muito amiga de Susan; e no quinto, foi a falecida Edie Britt quem trouxe o misterioso Dave, seu sinistro marido, ao enredo. E este marido sinistro tinha um passado envolvendo Susan e Mike, ou seja, deu uma unidade legal ao roteiro.
Desta vez, como no segundo ano, uma família misteriosa muda-se para Wisteria Lane, onde vão viver na antiga casa dos Young. À primeira vista, lembra demais a família Applewhite, que trouxe o mistério da segunda temporada. Porém, aparentemente, o mistério desta nova família envolverá também Julie, a filha de Susan, ou seja, não estará muito distante do centro da obra. Assim esperamos. Mesmo assim, temo que a série se torne esquemática em demasia e se desgaste. Seria uma pena!